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20 agosto

Sentimentos confusos!!!

Puta merda. Quase 2 meses depois da minha volta da batatolândia para a FFFF (desculpa a apropriação indébita Paola, and NO: It is not a HTML color code) começo a sentir falta até dos hábitos mais irritantes dos teutões. Bom, assoar o nariz na mesa do almoço não é um deles, definitvamente. Mas estou com saudades do meu apartamento, da cerveja de lá, de poder planejar uma viagem maluca sem saber que vou gastar horrores pra me deslocar apenas 100km, etc.
 
Engraçado é que tudo está de pernas pro ar em Ouro Preto. Não estou falando de mais uma greve dos funcionários (aliás UFOP e greve na mesma frase compõe um pleonasmo daqueles). A verdade é que a vida como eu conhecia em OP mudou bastante. Já tem gente até me perguntando se sou "bixo". Até o CAEM está fechado e os rocks estão mais escassos (OP está mesmo diferente).
 
Mas a verdade nisso tudo é que sinto falta da Alemanha por um único motivo! Minha máquina de lavar! Voltar a idade da pedra e lavar as roupas na mão é GROTESCO!
 
No fim estou é com preguiça! Saudades só do pessoal e da cerveja mesmo... 
19 agosto

Virando gente grande!!!

Apesar dos meus esforços incansáveis para não crescer e me tornar mais um adulto cisudo, sério e cheio de responsabilidades, o tempo permanece implacável e já me deu mais uma rasteira. Chegou a hora de formar! Foram 5 anos sensacionais em Ouro Preto, estudando na mais tradicional escola de engenharia do país, experimentando todos os seus ritos e oportunidades.
 
Ainda há o que fazer para oficializar o fato, mas verdade é que breve breve já estarei formado. Mais um bacharel no mundo. Espero contribuir para melhorar alguma coisa, pois problemas não faltam. Infelizmente se encerra o ciclo de festas, conversas jogadas fora nos corredores da facul, pirações diversas, neuras com provas, subidas e descidas nas ladeiras históricas da querida Ouro Preto! Mas a vida é assim e bola pra frente!
 
Vale a velha máxima. A gente sai de Ouro Preto, mas Ouro Preto jamais sai da gente! 
16 agosto

Soundtrack

Oi pessoal. Estava discutindo recentemente com duas amigas quais músicas fariam parte da Playlist que você coloca na sua Jukebox hora do "rala e rola". Calma lá! Antes que pensem que eu sou um louco, tarado, pervertido e afins, venho afirmar que não entramos no mérito do ato em si. Ficamos apenas na discussão da trilha sonora. Afinal de contas, quem vai negar que a música desempenha papel fundamental no clima.
 
Eu nunca tinha parado pra pensar quais músicas eu deixaria separadas com tal propósito. Mas sendo forçado a refletir a respeito algumas idéias malucas vieram à cabeça. Foi bacana pensar como algumas músicas ficariam legais, já que na maioria das vezes eu simplesmente chuto a vitrola e o que estiver lá dentro vira a trilha sonora.
 
Algumas da lista:
Incubus - Are you in (se possível com o clipe rolando)
Placebo - Special Needs (também com o clipe)
Stereophonics - Mr. Writer (definitivamente, sem o clipe)
Chris Cornell - Seasons (rolli'n by!!!)

As "top top" seriam:
Alice in Chains - Love, Hate, Love
Portishead - Glory Box (com uma taça de Gin ou Cicuta, ainda não deicidi qual cai melhor)
A Perfect Circle - When the Levee breaks (essa não precisa de mais nada junto) 
 
E você?! Já pensou a respeito? Quais músicas você salvaria na sua Playlist???
15 agosto

Envelhecendo aos 20 e poucos anos!!!

Eu sempre curti aqueles filmes de besteirol adolescente. Me desculpem, não posso evitar! Aquelas porcarias me cativam não sei qual o motivo. Cresci assistindo estes clássicos da "sessão da tarde" e cada vez que um filme daqueles da década de 80 passa na TV é batata: vou perder 90 minutos da minha vida assistindo (de novo) a trama estilo "cheesy", de cartas marcadas em que o final nem sempre é feliz para o Loser de
plantão.     
 
Anyway, estava sentado com a minha irmã covnersando com dois estudantes que habitam o predinho da bagunça e mencionei 2 filmes que se encaixam no perfil. O CLUBE DOS 5 (The Breakfast Club) e CURTINDO A VIA ADOIDADO (Ferris Bueller day Off), ambos clássicos dirigidos pelo papa do gênero John Hughes. Qual não foi minha surpresa quando os 2 bixões não faziam idéia de quais filmes se tratava o meu comentário. Eu e minha irmã nos entreolhamos e percebemos que ali estava mais uma prova de que estamos ficando velhos. o dia em que suas referências de infãncia ou adolescência viram marcos de tempos remotos fica claro que o tempo realmente está passando 9e você virando um dinossauro).
 
Agora eu sei o que o meu velho sentiu quando perguntei se ele tinha sido fã do Elvis!  
13 agosto

Ui Danada!!!

Já tinha postado uma vez dizendo que "A coisa não muda!". Eu insisto em manter a minha força de vontade de tornar esse BLOG algo efetivamente atualizado, definhar a cada dia que passa. Mas discutindo com a grande Pola (com a qual em breve inicarei a produção de um Podcast bem "retardado") cheguei a conclusão de que tenho que me render à tendência normal dos blogs: ser curto e grosso.
 
A última tentativa frustrada de manter esse pequeno espaço em dia, com minhas impressões desse mundo louco, assim como das pessoas estranhas que nele habitam, resultou em pelo menos uma dúzia de posts prontos e não publicados, por estarem fora de cronologia com os acontecimentos da minha joranda à "Batatolândia". Acho que isso se deve ao fato de não te o hábito de escrever posts e sim crônicas. O relato da minha jornada saindo do Brasil rumo ao desconhecido, por exemplo, se encaixa mais na categoria de roteiro para "stand up comedy" do que um post para um blog.
Sendo assim, Fica marcada aqui a nova fase desse blog. Ele vai finalmente ser apenas um blog. Não mais um diário, nem a página 3 do caderno de esportes do jornal de domingo (o Tostão já cumpre esse papel com maestria). Agora isso é um BLOG!
 
E tenho dito!
 
03 mayo

Tudo sao máquinas!!!

Oi Pessoal. Continuando a série de relatos (nao que eu me ache o Joao Ubaldo Ribeiro escrevendo “Um brasileiro em Berlim”) Vou contar um pouco mais do meu relacionamento com as maquinas Alemas. Nao estou falando dos carros daqui (Está entendendo Joel?). Sao máquinas que existem pra realizar as tarefas do cotidiano. Coisas que se existissem no Brasil seriam depredadas ou inspirariam movimentos sindicais absurdos pela sua constribuicao com a eliminacao de postos de trabalho. Mas aqui elas existem e até funcionam.  

Logo na minha chegada em Berlim eu deveria ter comprado meu ticket de onibus em uma máquina no aeroporto. Mas ainda assim é possível pagar dentro do próprio ônibus (o motorista faz a venda, mas é muito incomum alguém comprar com ele). Em qualquer lugar da Alemanha você deve portar um ticket que te dá o direito à viagem. Ele passa a valer a partir do momento em que você carimba a data, horário e estacao de início da sua viagem. Dependendo da cidade as máquinas estao dentro dos trens & ônibus ou nas estacoes. A verdade é que nao existe cobrador e ninguém confere de imediato seu ticket. Alguém poderia pensar que é um prato cheio pra dar aquele jeitinho de nao pagar a passagem. Seria mesmo, caso nao existissem os funcionários à paisana que passam verificando os tickets aleatóriamente. Se você nao tem um ticket ou nao carimbou antes da verificacao tem que pagar uma multa (€40 e tem que pagar na hora). E funciona. Já vi gente sendo pego, mas é muito raro.  

O mesmo funciona para o Deutsche Bahn (linha ferroviária alema). Mas no DB o controle é mais minucioso. A cada estacao mais movimentada passa um funcionário verificando. Mas funciona mais ou menos no mesmo esquema. E para os trechos mais corriqueiros existe de novo uma máquina pra comprar o ticket. Só mesmo para trechos maiores que se compra a passagem no balcao da estacao. Isso quando você nao compra pela internet (que as vezes sai mais em conta). Pra se locomover na Alemanha é fundamental saber lidar com essas máquininhas.  

A princípio eu tinha um pouco de receio de mexer com táis máquinas. Afinal, vai que uma máquina dessas engole uma das minhas notas de €20. Imaginem o prejuízo?! Eu teria um infarto na hora. Mas aos poucos você se acostuma e dá tudo certinho. Elas trazem todas as informacoes na telinha pra realizar a compra e sempre tem um cartaz com tudo que você precisa saber ao lado. O problema é que de vez em quando o número de máquinas é pequeno pra demanda de passagens. No natal por exemplo viajei mas 2x sem pagar para Dresden, por nao conseguir comrpar o ticket na maquininha. O trem estava tao cheio que fiscal nem tentou passar pelos vagoes. Enfim, nem tudo é perfeito.

Você quer mandar um postal? Precisa de selos? Nem pense em ir no balcao do correio pra isso. A atendente vai te olhar com uma cara que... Melhor nem falar. Geralmente nem existem selos prontos pra venda no balcao. Ou ela tem que buscar seu pedido em um depósito ou te mostra como usar a máquininha de selos. Essa máquina é tranquila de mexer. Realmente nao faz sentido enfrentar uma fila pra comprar um simples selo.  

Ainda temos as máquinas de cigarro. Nessas você tropeca em uma a cada esquina. Aceitam cartao de débito e dinheiro e se nao funcionarem acho que a Alemanha pára. Puta povinho pra fumar descontroladamente. Acho que sem cigarro esse povo nao vive. Mas isso é história pra outro relato. E haja prejuízo com esse hábito. Um maco dos mais baratinhos custa €4. Os alemaes que se divirtam com esse vício. Sou mais tomar cerveja mesmo!  

E por fim vem as maquininhas com coisas de comer. Essas sao legais. Vocês nao acreditariam a infinidade de coisas que você pode encontrar nessas máquinas. E, até o momento, nao vi elas fazerem como mostrado em filmes americanos, onde ocasionalmente alguém esmurra a máquina por nao ter conseguido o que queria. Entre essas a minha favorita é a máquina da Nescafé. Por 30 cents você pode tomar um chocolate quente bem gostoso. Fino demais no inverno daqui.  

No último fim de semana eu fiquei espantado. Fui em uma balada em Kassel numa baita boate e até lá tinham as tais máquinas. Pra desafogar os bares do recinto existem as famosas máquinas de bebidas espalhadas no local. Nelas eu pegava cerveja, energético, água entre outras bebidas engarrafadas. O bar mesmo só servia para comprar as doses. O cartao que servia de comanda (também comum no Brasil) servia para a compra seja nas máquinas ou nos bares. Essa idéia foi show. Me economizou estresse com a atendente do bar, que estava menstruada no dia, só pode!

Esse relato ficou mais como um guia de mao “Automaten für Dummies!”, mas é mais ou menos o que dá pra se falar delas. Elas sao tao comuns aqui que nao daria pra ficar sem falar nada. E as vezes fico imaginando como seria no Brasil se conseguissimos instalar algumas dessas idéias por aí! Será que daria certo?

11 febrero

Comendo na Alemanha

Um dos meus maiores medos antes de vir pra cá foi de como me adaptaria aos hábitos alimentares da região. Tinha ouvido diferentes pessoas e impressões a respeito, mas a bem da verdade eu não tinha muito conhecimento do que esperar da comida alemã. Estava realmente pensando que teria problemas, no sentido de talvez sentir a diferença do tempero, da forma de preparo, entre outros fatores, o que poderia até me fazer passar mal (sabe-se lá?!?!). Tudo parte daquela ansiedade de não saber como tudo seria. Para a minha grata surpresa está sendo tudo muito tranqüilo nesse departamento.

Lógicamente existe uma diferença notável nos hábitos alimentares por aqui. Em parte, minhas impressões sobre esse tema refletem um pouco os hábitos dos estudantes com os quais convivo. Pelo fato de estar sempre em contato dos universitários daqui, embora não freqüente a universidade, acabou incorporando os hábitos deles de certa forma. Acho que no fim, está tudo indo bem nesse sentido. Não posso garantir que estou tendo uma alimentação melhor ou mais saudável do que no Brasil. Mas pelo menos comendo direitinho eu estou.

A primeira diferença é o fato de comer pão desesperadamente aqui. Temos o nosso bom e velho pãozinho francês no Brasil, que é sucesso de audiência total e incontestável (apesar do preço só escalar por causa do trigo importado, mas isso é outro assunto). Na Alemanha você tem pão que não acaba mais. As opções São absurdas. Pra ser sincero, a princípio eu tinha medo de ir as padarias aqui. Não sabia o que escolher. Mas aos poucos você pega o jeito e incorpora o hábito. Hoje em dia compro minha cota diária de diversos tipos de pães pra comer com nuttela (estou viciado nessa porcaria), geléia, fazer sanduíches, etc.

Já havia abolido o hábito de tomar café muito antes de vir pra cá. Havia começado a consumir doses cavalares de capuccino no Brasil. Aqui na Alemanha esse hábito continua. O pessoal se delicia com chá. É chá a todo momento. Eu nunca fui fa dessa opcao, entao me viro com capuccino. Pra mim é muito mais gostoso e me forca a tomar leite, que aliás é bem barato aqui e vendido em caixas longa vida. Feitas algumas adaptacoes, meu café da manha não representou uma mudança muito radical.

O mais incrível foi o fato de ter adotado o hábito de consumir mais frutas do que no Brasil. Aqui algumas delas são bem mais caras, mas bananas, kiwis e macas São baratas e acessíveis. Não que não tivesse o hábito de comer frutas no brasil, mas aqui ficou mais constante. Talvez isso esteja compensando o fato de não estar comendo muita carne, apesar de representarem grupos alimentares completamente diferentes.

Falando em carne, essa pode ser, talvez, a maior diferença pra mim aqui. Na hora do almoço, a típica refeição alemã é composta invariavelmente de batatas (o arroz com feijão daqui São batatas), assadas ou cozidas, um outro legume ou verdura qualquer (isso quando não vem o Sauerkraut que DEUS ME LIVRE) e um molho pra ajudar a descer. De vez em quando aparece um arroz no lugar da batata, mas não é a mesma coisa. Não se bebe nas refeições aqui. Sempre ouvi que beber líquidos nas refeições não era bom, mas mesmo assim é estranho ver a diferença em um hábito tão simples. E coca cola aqui é artigo de luxo. Não é tão caro, mas não vejo muita gente bebendo. Não se se estou errado ou se é apenas no nicho de pessoas com quem convivo.

Outra coisa que muda é a porção. Bem menor do que o que eu estava acostumado a comer no Brasil. Sempre comia muito no almoço e pouco nas demais refeições do dia. Aprendi a distribuir melhor as quantidades, apesar de vez em quando ainda ficar com aquela sensação de que poderia comer mais. Mesmo assim vou me educar a esse respeito aqui.

Quando estou em casa a noite me resumo a fazer um mega sanduíche com o que dá pra achar no supermercado. E tomo muito suco de fruta 100% concentrado. O suco de maca é o mais consumido aqui na Alemanha e é muito barato. Aí entrei na onda. Até dá pra comer coisas mais sofisticadas, mas do jeito que ai indo estou comendo barato e me alimentando bem. Depois escrevo um pouco sobre a diferença do supermercado aqui e explico melhor outras coisas. Mais uma vez acho que pode não ter sido tão interessante, mas minha proposta aqui não é fazer um relato filosófico e sim descrever como tem sido minha vida aqui. Até mais!

20 enero

Reveillon (Silvester)!!!

Bom pessoal! O mês de janeiro vai quase se acabando e eu fiquei um bom tempo sem colocar nada de novo aqui no spaces. Por isso vou aproveitar esse fim de semana que vou ficar quieto em casa e dar uma atualizada nos relatos. Estava meio relapso com relacao ao blog e aos Spaces por que, além do servico, estava aproveitando os fins de semana pra viajar aqui por perto de Freiberg. Pelo menos as fotos já estao em dia e aqui vai mais um depoimento (em breve seguem mais dois).  

Vou falar agora de como foi minha noite de Reveillon. Foi uma experiência diferente das festas no Brasil, mas com elementos bacanas. Passei a noite de ano novo em Freiberg mesmo, junto com o pessoal do comitê local do IAESTE. Aqueles que já estavam de volta na cidade após as festas de fim de ano organizaram uma festinha e assim foi meu “Silvester”.  

Eu tinha chegado da minha primeira visita a Leipzig (mais pra frente falo sobre essa visita) e antes de ter certeza de onde passaria o Silvester tive que pensar nas possibilidades. Havia a possibilidade de passar na rua em Berlim (no evento da NOKIA igual àquele em que o Black Eyed Peas tocou no Rio), em Dresden ou em Leipzig. Mas no fim o pessoal optou por fazer uma festinha no apartamento de uma estagiária polonesa do IAESTE aqui em Freiberg e para lá fomos. Nao foi uma festa enorme, só entre amigos mesmo e por isso mesmo acho que foi tao bacana.  

Por ter passado o dia anterior ao ano novo em Leipzig, nao sabia exatamente o que o pessoal estava organizando. Quando chegeui no AP da Anna vi que o pessoal preparou um jantar, tinhamos cerveja, Vodka polonesa (valeu Anna), cachaca Pitú (infelizmente só se acha isso aqui e ainda por cima é caro) entre outras bebidas. Ou seja, depois de pouco tempo a festa virou festa mesmo! Ficamos dancando, conversando e bebendo até o aproximar da meia noite. O clima estava muito legal, só que eu estava preocupado de ficar somente dentro de casa a noite toda.  

Quando foi se aproximando a hora da virada, eu e as 6 outras pessoas que estavam comigo na festinha nos juntamos e saímos de casa. Nao sabia para onde estávamos indo e seguimos debaixo de uma chuvinha fina pela cidade. Estava eu seguindo a boa tradicao de vestir branco e tomando aquela chuvinha chata. Minha calca ficou daquele jeito. Ainda bem que a máquina de lavar aqui faz milagres. Comecamos a nos dirigir à uma parte mais alta da cidade e lá abrimos o champagne a meia noite. Comecamos a assistir os fogos que proporcionaram uma vista sensacional.

 Depois de algum tempo continuamos a caminhada e chegamos no alto de uma montanha que foi a antiga mina de prata da cidade. Lá a universidade tem vários laboratórios e quando lá chegamos vários estudantes estavam lá reunidos. Alguns carros com o som ligado, bebida e os fogos preencheram a noite. Ficou meio uma comemoracao a céu aberto. Os fogos duraram quase 2 horas e assim que terminaram voltamos pra casa. Continuamos a festa, comemos e curtimos a noite. Foi bacana. Diferente, sem muita badalacao como nas mega festas do Brasil, mas muito legal também. As 6 da manha voltamos pra casa e, após curada a ressaca,  estavamos oficialmente em 2007.

29 diciembre

Meu primeiro encontro com a neve

Pois bem. Essa provavelmente vai ser a entrada mais tonta do meu blog. Mas tenho que reservar um espaco pra falar sobre isso. Tudo bem, muita gente vai achar esse relato o mais bobo de todos, mas meu primeiro encontro com a neve do inverno europeu foi algo tao diferente e aguardado que seria impossível nao escrever a respeito. Vou tentar nao gastar muitas linhas aqui, já que eu nem contava  em escrever uma entrada sobre esse tema.

Desde que cheguei na Alemanha tenho experimentado o frio beirando 0°C quase todos os dias. Mesmo assim nao tinha sido muito difícil de suportar. É necessário que você saia agasalhado o suficiente e entao está tudo ok. Todos viviam me dizendo que já deveria estar mais frio e nevando em Freiberg quando eu cheguei, mesmo assim nao estava tao frio assim. Na verdade, alguns dias foram tao claros e com um sol tao bonito que eu estava comecando a duvidar de que realmente veria um frio com o qual nao estava acostumado.

Em novembro, segundo me contaram, já havia caido a primeira neve do ano em Freiberg, mas nao durou muito tempo. Quando eu cheguei todos comecaram a dizer que eu havia trazido o sol do Brasil comigo. Sempre achei que a neve fosse um grande transtorno o qual todos consideravam um mal necessário. No fim, o que eu percebi é que todos gostam da neve e já estavam se sentindo incomodados com a demora da concretizacao do inverno.

Mas eis que quando menos se esperava ela apareceu. Tanto o pessoal da empresa onde trabalho, quanto os estudantes com os quais convivo, esperavam que a neve viesse antes do natal. Infelizmente (talvez) isso nao aconteceu. Em compensacao nao demorou muito tempo depois. Apesar de o dia anterior ter sido um belo dia de sol, com temperatura na casa de 5°C, no dia 28 de dezembro de 2006 eu pude ver neve ao vivo pela primeira vez na minha vida.

Eu havia saído de casa cedo vestido como de costume, usando um tênis comum. Esse foi meu maior erro. Mas ninguém esperava pela neve, muito menos eu. Estava eu na casa de um dos amigos daqui de Freiberg quando, do nada, resolvo olhar pela janela e vejo flocos caindo do céu. Era a tao agurdada neve que dava as caras. Mesmo assim só iria sair da casa algumas horas depois para ter meu primeiro contato real com ela.

Tinha planejado ir a Dresden para aproveitar minha folga para as festas de fim de ano. Como nao tenho carro nem ando muio de ônibus aqui na Alemanha, tive que andar na neve. Ainda bem que algumas pessoas já haviam dito para tomar cuidado com algumas calcadas e quando fosse atravessar qualquer rua, devido ao risco de levar um escorregao daqueles. Gracas a esses avisos nao tive nenhum acidente. Mesmo assim nao foi uma experiencia 100% maravilhosa.

Ok, a cena da neve caindo é muito bonita e realmente a paisagem fica muito interessante e diferente quando está nevando. Fiquei tao bobo que nem mesmo me dei o trabalho de tirar fotos nesse priemeiro momento. Mas creio que oportunidades pra registrar a cidade debaixo de neve nao vao faltar. No entanto, depois de algum tempo as primeiras dificuldades apareceram. Nao foram coisas de outro mundo, mas ainda assim me deixam inseguro quanto ao que está por vir.

Em primeiro lugar, é um pouco mais complicado andar na neve. Às vezes parece como andar na areia da praia, o que torna o ato mais cansativo. Estou escrevedo nesse exato momento com um dor absurda nas panturrilhas. Mesmo assim nao é algo de outro mundo. Mas o segundo problema me pegou feio. O fato de nao estar usando as botas que comprei para andar na neve fez com que depois de duas horas andando na neve meu tênis e meia ficassem enxarcados. Nao preciso dizer que a sensacao, andando no frio de 0°C, nao foi das melhores. Espero que nao pegue um resfriado com isso. De agora em diante serei mais precavido com relacao a isso.

Por último, algo que aconteceu pelo fato de nao ter permanecido nevando por muito tempo. A neve derretendo na rua deixa uma grande bagunca. E isso contribuiu ainda mais pra que meus pés permacessem enxarcados e gelados. Foi uma sensacao horrível. Mesmo assim a visao da neve caindo foi muito bacana e posso dizer que valeu pelo resto. Espero que possa aproveitar mais o lado bacana da neve. Ainda nao dá pra esquiar, algo que eu realmente quero fazer, e ainda tenho que ver como vai ser para fazer as coisas cotidianas quando a neve comecar a cair realmente. Mesmo assim já foi interessante esse primeiro contato. Antes tarde do que nunca.
27 diciembre

E o futebol?!?

Uma das coisas que eu jamais poderia deixar de tentar aqui na Alemanha era jogar futebol com o pessoal daqui. Ver qual é a real diferenca de se brincar com o esporte bretao aqui e ver se eu tenho algo a acrescentar por aqui. Já tive a chance de jogar com o pessoal daqui duas vezes até agora e já deu pra tirar algumas conclusoes. Ainda quero tentar outros esportes como ski e hockey (acho que vou ter chances pois tem gente por aqui que joga). Mas futebol foi o mais fácil até agora. Ainda bem!

Logo na minha primeira sexta-feira em Freiberg já fui convidado pra bater uma bolinha com o pessoal daqui. Um dos membros do comitê local do IAESTE (Frank) me convidou e lá fui eu depois das 10 da noite jogar futebol. Nao havia nenhuma festa na cidade ou evento do IAESTE entao nao faria nenhum mal matar a primeira noite do fim de semana com o futebol.

O centro esportivo da TU Freiberg fica bem próximo do apartamento onde estou morando e é um sonho. A área externa com os campos multi-uso e pistas de atletismo, entre outras facilidades, é feita do que há de melhor. O pessoal daqui me contou que o centro foi construído há menos de um ano e o uso é liberado aos estudantes normalmente. A única exigência é a contratacao de um seguro toda vez que você usa as dependencias (1 Euro), mas os estudantes e outros atletas podem contratar isso por ano. Como eu jogo só de vez em quando tenho que pagar toda vez que vou lá.

Como estamos na entrada do inverno europeu usamos a quadra do centro esportivo. O centro é dotado de área de musculacao, paredes de rappel, salas de artes marciais, aeróbica entre outros esportes. Tudo muito bem organizado e até parecido com os melhores clubes no Brasil. A quadra tem piso sintético e parece um sonho. Quanta diferenca pra quadra do ginásio da UFOP (a galera dos rancas de Ouro Preto sabe do que eu estou falando). O lugar perfeito pra se bater aquela pelada.

A galera que joga aqui é um mixto de alunos da universidade. Gente que pelo que deu pra perceber varia entre os 20 e 30 anos. Caí justo no time da parte mais velha da galera. Foi um massacre. Ainda mais por que foi meio complicado jogar com eles. A pelada deles aqui é um bocado diferente dos rancas de Ouro Preto e do Brasil em geral. Foi meio complicado me adaptar.

Pra comecar, eles usam uma bola que parece uma almofada. Ela é do tamanho de uma bola de campo e toda alcochoada. Quase impossível de controlá-la do jeito que estou acostumado no salao. Nao entendi pra que usar uma bola dessas se dentro do ginasio tudo era aquecido e uma bola normal nao faria nenhum mal. Bando de alemaes medrosos. Eu que sou goleiro em Ouro Preto sei como é ruim jogar no frio com a bola oficial, mas ali nao havia problema algum. Fazer o que?

Depois veio a regra da pelada. Pra eles aqui o jogo comeca com 4 ou 5 em cada lado e nao tem posicao guardada. Nem time. Voce comeca em um time e se quiser sentar quem estiver de fora entra, nao importando se já havia jogado no outro time. Com as posicoes funciona assim: nao existe goleiro. Quem pode pegar a bola com a mao é o que estiver mais próximo do gol. Nao preciso dizer àqueles que me conhecem o suplício que foi me adaptar a essa regra. Isso acontece pra que todos possam descansar um pouco ficando mais atrás em rodízio. Ou seja, joguei na linha o tempo todo.

Fora isso ainda tinha outras coisas. Você só pode chutar a gol se estiver dentro da área tracejada da quadra de Handball, bem como nao pode arremessar, quando for o goleiro, a bola com as maos além da linha central. Quanto a segunda condicao acima, nada de extraordinario, mas o lance do chute a gol te deixa perdido de primeira. Mesmo assim dei meus pu€los. Nao joguei mal. Mas dei umas mancadas por nao ter assimilado as regras direito.

O duro de verdade foi o jogo. Os caras jogam duro. Entram pra dividir mesmo. Nao sao desleais, mas vao pra ganhar. “Cada enxadada é uma minhoca”, como diria meu avô. E eu sofri com isso. O tipo de entrada que qualquer um pediria falta no Brasil era normal pra eles. “Levanta meu filho e continua!”. E sem demonstrar dor. Beijei a lona umas 4 vezes na minha primeira pelada. Saí com o tornozelo torcido e todo moído. Na segunda pelada porém já fui mais esperto e controlei melhor as divididas. Questao de sovbrevivência. Mesmo assim, foi divertido.

O incrível é o censo de comprometimento com o jogo que eles tem. Nao haviam times guardados e ninguém reclamava quando entrava no time que estava perdendo no momento que uma troca era requisitada. Quem entrava dava seu máximo pelo time e eles nao estavam nem aí. Pelada pra eles é puramente pela vontade de demonstrar seu máximo. Achei isso bacana. Lógico que existia o placar, mas acho que a contagem era uma simples formalidade do jogo. Mesmo assim nao pensem que nao havia competitividade. Só que ela estava centrada em algo individual, em termos de resultado. Sentir que você jogou bem e deu seu melhor é o importante e nao apenas ver seu time ganhar. Achei isso muito bacana. Mas senti falta de saber quem era o “meu time” durante o jogo.

No final, cada um segue pro seu lado. Sem resenha, apenas cumprimentos secos e tchau! Nao ficam pendencias do jogo pra depois, ninguém marca uma cerveja pra depois, nada. Cada um pro seu lado. Isso nao significa que ninguém ali nao seja amigo. É apenas diferente. O que rola na quadra fica na quadra. No Brasil, nem sempre é assim. Em suma o futebol de fim de semana é uma atividade mais individualista. Óbviamente acho a formula brasileira mais legal, mas tenho mais 5 meses pra me acostumar e talvez usar essa perspectiva pra mim. Nao sei. Esse pode nem ser o meu relato mais interessante, mas acho válida a comparacao.  E muitas outras como esta virao. Até mais pessoal!

24 diciembre

Saindo do Brasil!!!

Muitos dos Meus amigos ainda nao sabem, mas estou na Alemanha pra fazer um estágio. Estava tentando o programa IAESTE há três anos e depois de muitas frustracoes consegui uma vaga na cidade de Freiberg, no meio da Saxônia. Estou trabalhando em uma empresa de prototipagem mecânica para a indústria automobilística e aeroespacial e vou ficar vinculado ao departamento de vendas da firma. Vou contar sobre a cidade com mais detalhes mais pra frente. Pra comecar a série dos meus relatos da viagem vou contar um pouco sobre a jornada que me trouxe até Freiberg.

Depois da confusao dos aeroportos na véspera da minha partida eu estava um pouco apreensivo. Mas tudo correu bem em Confins. O vôo saiu no horário e chegou até mesmo antes do previsto no Rio. “Bacana” que minha primeira visita ao Rio seria só de passagem pelo aeroporto do Galeao. Agora penso que antes tivesse passado por SP. Já nao tinha uma imagem bonita do Rio na cabeca e a que ficou depois dessa breve estada de 6 horas nao é das melhores.

Pra comecar, na hora de retirar minha bagagem deu início à uma aventura. Eu nunca vi uma esteira arremessar a bagagem tao longe. Minhas malas fora voar muito longe! pelo menos nao cairam fora da esteira como boa parte das outras malas. Mesmo assim já fiquei puto. Depois foi uma loucura pra achar meu terminal. Mas isso a gente releva por que é o mesmo em qualquer aeroporto. O choque seguinte foi o check-in da IBERIA. Um outro vôo que saíria mais cedo pra Madrid foi cancelado e todos os passageiros transferidos para o meu vôo. Com isso a fila do check-in estava monstruosa. E tudo isso de frente à um banner enorme com os dizeres “A pontualidade é nossa maior meta”. A nossa e nao a deles com certeza. Fora a galera cortando a fila (estrangeiros na maioria, especialmente eslavos com certeza) o que me deixava fulo e me fez comprar algumas brigas. Me juntei à algumas tias italianas e fizemos aquele barraco. A italianada sabe como agitar quando quer. Desafio superado, jantei em um restaurante no terminal e fui a uma Lan-house pra conferir algumas mensagens que o pessoal de Freiberg deveria ter me mandado (como ia chegar na casa do meu contato de Berlim, telefones de emergência, etc.).

Por fim, o suplício final: A sala de embarque internacional. Fora a multidao do vôo pra Madrid tinhamos mais 3 voos pra Miami no aguardo e gente espalhada pra todos os lados. O meu vôo sairia com 2h de atraso e os vôos pros EUA com 1h30 de atraso, pelo menos. E toda essa espera sob um calor escaldante às 22h dentro do terminal. Quem sabe um dia eles descubram que o botao on-off do ar condicionado de lá existe. A hora que o embarque na aeronave foi autorizado foi um grande alivio. Pelo menos a espera me valeu uma história bacana. Enquanto lia alguma coisa (e olhem que eu li muito naquela sala de espera) avistei de longe o ex-jogador e campeao olímpico de vôlei Nalbert aguardando pela chamada de um dos vôos pra Miami. Quando me dirgi a ele, já havia sido feita a chamada para o embarque e ele estava na fila. Mesmo assim, quando me aproximei ele me deu um autógrafo e foi super atencioso comigo. Foi muito bacana da parte dele.

No vôo foi tudo tranqüilo. Tirando as aeromocas velhas mocorongas da IBERIA e o servico de bordo que teve um grude sinistro, foi tudo ótimo. Voei em uma aeronave A320, muito confortável até. Dormi quase todo o vôo e depois de 8h estávamos chegando a Madrid. Tudo tranquilo na chegada. Mal olharam meu passaporte no controle de imigracao e a maior dificuldade seria achar meu terminal. Mas tinha 10h de espera pela frente pra rodar o Aeroporto de Barajas e encontrar o lugar certo.

Aliás, ainda bem que eu tive 10h pra isso. O aeroporto de Barajas é monstruoso. Enorme, super moderno e muito bonito. Pra sair do terminal no qual desembarquei e ir até o outro terminal onde tomaria o próximo vôo existia um monorail subterrâneo. Adentrei o terminal de embarque de uma vez, pois nao estava afim de sair em Madrid com 6°C. Farei isso no futuro com certeza. Mas com isso encarei uma espera caprichada. Alomocei no McDonalds do terminal (era a opcao mais barata entao fui no garantido). Depois fiz de tudo um pouco. Surfei na internet pelos terminais que existiam perto dos telefones publicos (1 euro por 10min), rodei as lojas do terminal (lojas da PUMA, ADIDAS, EMPORIO ARMANI, etc.) mas nao comprei nada, lógico. Dormi por umas 2h nas cadeiras "super-confortaveis" enquanto esperava pelo anúncio do meu portao de embarque. Tinha no meu cartao que o embarque aconteceria em um dos portoes dos setores, H, J ou K. So que cada setor tem uns 20 portoes. Só faltando meia hora pro vôo é que anunciaram o portao. Mais 2h30 de voo tranqüilo e finalmente chegava no Tegel em Berlim.

Em Madrid eu conferi uma mensagem de e-mail do meu contato em Berlim dizendo que ele nao iria ao aeroporto me encontrar, mas me passando direcoes pra chegar até a casa dele. Assim que cheguei em Berlim que eu fui pensar que era tudo diferente pra mim e que existia uma grande chance da tentativa de encontrá-lo sozinho dar errado. Mas fui com a cara e a coragem. Saindo do terminal no Tegel foi grande a minha surpresa quando ninguem pediu meu passaporte nem pra dar uma olhadinha. Passei pelas cabines de aduana sem nem ao menos me dizerem "guten Tag!". Parecia que estava saindo de uma estacao de metrô. Ao pisar fora do terminal caiu a ficha de que estava finalmente em Berlim. Um frio o qual eu nao estava acostumado as 22h30. Primeira tarefa, pegar o onibus que me levaria a estacao do U-bahn da Kurt-Schumacher Platz. Foi nessa hora que um dos meus mitos sobre a Alemanha caiu por terra. O de que falar inglês seria suficiente. Se nao soubesse falar alemao nao conseguiria ter perguntado nada para os stewards do tegel. Depois de conseguir direcoes para o ponto tive que subir um lance de escadas monstruoso (a escada rolante estava desligada) com as minhas malas. Depois foi entrar no onibus e pagar a passagem para o motorista ao mesmo tempo que manuseava as 3 malas. Mas isso passou e a única coisa que eu pensava naquela hora era como perguntar o ponto onde tinha que descer. De repente, noto que uma voz eletrônica comecava a anunciar cada parada do onibus a medida que ele se aproximava dos pontos (bem parecido com o que o metro faz). Menos um desafio. Mas outros estariam por vir!

Desci na Kurt-Schuhmacher Platz e daí entrei na estacao em frente ao ponto. Tinha que pegar o trem no sentido alt-Mariendorf e descer na estacao Mehringsdam para encontrar Alex. Depois de 13 estacoes cheguei ao meu destino e nao via viva alma me aguardando. Vi 2 saidas da estacao e esolhi uma delas. Escolhi justamente a que dava numa esquina no meio de lugar nenhum e extremamente escura. Aliás, a iluminacao noturna de postes da Alemanha é muito mais fraca que no Brasil. Encontrei uma alma perto das escadas da estacao e perguntei onde encontraria um telefone e uma loja onde pudesse comer. ele disse que na outra saída da estacao encontraria algumas na esquina. Era alei de Murphy funcionando de novo. Custava ter escolhido a saída certa? Nao iria descer as escadas novamente para passar pela estacao com minhas malas entao perguntei ao cara (depois de um breve esforco pra juntar as palavras) se nao era perigoso caminhar por ali. Quando disse a palavra gefährlich (Perigoso em alemao) ele levou um susto tao grande como se perguntasse "O que é isso?". Apesar de escura, a rua era segura e lá fui eu com minhas malas andando no meio do nada em Berlim.

Achei uma lojinha de bebidas com um turco dentro onde perguntei por um telefone p. Ele me deu a minha primeira dica valiosa da viagem. Para ir até uma teleshop (onde tem IP phones) ao invés de usar telefones públicos. Ele me deu a indicacao de uma na Yorkerstrße, perto de onde estava e lá fui. chegando lá tive alguma dificuldade pra discar para o Alex (O pessoal me passou os números de celular sem um 0 antes. Mas vocêm tem que discar o 0 senao nao completa), mas finalmente consegui. Ele ficou de me encontrar na loja, já que estava perto da casa dele. Depois liguei apra os meus pais e falei que estava bem. Realmente foi muito barato. uma ligacao de 10 minutos para o Brasil custou 1 euro e a ligacao pro cel do Alex alguns poucos cents.

Cheguei ao flat do Alex, onde passaria a noite até poder pegar um trem para Freiberg. Chegando lá tomei um banho, chequei o estado da minha bagagem (tirando um vidro de shampoo meio aberto, tudo ok) e entao saimos para comer. O Alex se formou em Freibeg e trabalha atualmente em Berlim. Me recepcionou em favor a galera do comitê local do IAESTE da TU Freiberg, do qul ele já fez parte. De vez em quando ele se presta a receber os trainees que chegam por Berlim. Ao mesmo tempo dá a 1a aula introdutória (Deutschland for Dummies). Ele me contou que comer na Alemanha é muito barato (é verdade) e me deu algumas dicas de night clubs em Berlim. nao pude ver muito pois era tarde da noite, mas gostei das 1as impressoes de Berlim. Depois de comer num boteco meio turco (os quais descobri depois serem hoje algo tipicamente alemao) um prato com de tudo um pouco (o qual nao demos conta de terminar por ser muuuuuito grande e que custou só 2 euros) fomos em busca de um pub para tomarmos uma cerveja. Já era tarde e a maioria estava fechando, mas achamos um onde tomei uma BECK (Isso é cerveja colega). Depois compramos mais algumas cervejas e fomos pra casa. Eu estava morto e queria dormir. Acordei no dia seguinte ao meio dia e  segui para pegar a conexao de 13h43 para Freiberg, passando por Dresden.

Tomei o trem na Hauptbahnhof em berlim a qual é uma estacao monstruosa. Super moderna e linda. O Bahn é muito tranqüilo e confortável, apesar de Alex me dizer que nao era lá essas coisas. Barra qualquer forma de transporte intermunicipal terrestre no Brasil com folga. Em Dresden trocaria de trem tomando a conexao regional para Freiberg. Esse era um trem que parecia mais com um metrô, onde até com a sua bicicleta você pode entrar, mas também dotado de certo conforto. Cheguei a Freiberg as 17h20, quando já estava bem escuro e fui recebido e levado pra casa onde fico até o fim do mês.

Bom, esse é o relato do caminho até aqui. Em breve escrevo mais sobre tudo que está rolando aqui. Espero que tenham gostado. Grande abraco a todos e me perdoem os erros de pontuacao e acentuacao. Estou usando um teclado alemao que complica minha escrita em português! Bis bald!!!

10 julio

A coisa não muda...

E aí moçada...
 
Como sempre, eu e minha mania chata de só atualizar essa porcaria de 3 em 3 meses. Desde que o Lars vazou eu não posto nada de novo. E nesse meio tempo até uma copa do mundo já teve. Pelo menos essa já passou de passagem e graças ao fracasso da seleção a galera volta a pensar na panela vazia e na eleição que "vai mudar o futuro do país" antes do que esperava.
 
Falando em copa do mundo, a qual eu não fui, devido ao fato de que um alemão sacana cancelou meu estágio, me impedindo de realizar um dos meus grandes sonhos. Tudo isso aliado à parcela de culpa da agência de intercãmbio que me agenciou, ops, me deixou a deriva. Agora é esperar 2007 e tentar qualquer outra oportunidade de viajar ainda esse ano. Mas desistir eu não vou, pode escrever.
 
Em Ouro Preto, mais um semestre letivo se inicia. Fazem 3 semanas que estou em aula, neste que deve ser meu último período como estudante de graduação. Estou empolgado com a possibilidade de me formar o quanto antes. Sei que outra greve eu não vou aguentar. Eu já estou enfadado de morar em uma cidade pequena. Cada dia que passa sinto mais falta de BH. É chato saber que em breve vou deixar tudo isso pra trás, afinal vivi muitas coisas bacanas por aqui. Mas estou encarando isso como o fim de um ciclo. Outro está pra se iniciar e com certeza ele vai ser ainda melhor!
 
Mas antes disso, tenho que terminar o semestre e colocar a cereja no topo do bolo. Estou falando da minha monografia. Resolvi escolher um tema que durante o curso se tornou uma ideologia na minha cabeça. Agora me tornei ferrenho defensor da reativação das ferrovias. E começo pensando exclusivamente no meu estado. A partir disso vou pensar no resto do país. Mas isso já é coisa pra pensar no doutorado. Bom!!! Se alguém quiser me ajudar de alguma forma, estou aberto ao diálogo. Ainda tenho muito a aprender sobre o tema, mas creio que a vontade de escrever sobre isso vai fazer da minha monografia um trabalho muito bom.
 
Esse foi mais um daqueles posts bem egocênctricos. Prometo parar com isso. Vou começar a escrever dando pitaco sobre seja lá o que for. Sei que ninguém dá importância mesmo! Um abraço à todos.
 
 
01 octubre

Tem gringo no samba...

Aí pessoal.
 
Sábado passado chegou em ipatinga um convidado que vai passar 3 meses aqui na minha casa. Ele é um intercãmbista sueco, recém graduado em arquitetura nos EUA chamado Lars.
 
Portanto, se me virem com ele dêem as boas vindas e sejam simpáticos pra ele ter uma boa impressão do Brasil. Ah! El ainda não fala muita coisa em português então sejam compreensivos viu!!?! Um abração galera e tomara que a greve acaba logo.
15 septiembre

GREVE!!! E essa parece que veio pra ficar...

As universidades Federais estão entrando de greve de novo. O que é pior: Parece que essa greve vem pra ficar. É brincadeira, justo agora que eu tinha deixado tudo belezinha pra formar trnqüilo e na data certa.
 
Com o tempo livre eu vou ver se arrumo um estágio pra valer. seja ele onde for. Não auento ficar nessa inércia que minha vida se encontra. Ainda bem que semana que vem vai ter alguma ação.
 
Bom pessoal! Se alguém planeja em me visitar, eu estarei em Ipatinga por mais tempo do que o planejado, até segunda ordem. Vamos ver o que vai dar essa paralisação. Tomara que não dure. Um abraço a todos!
19 agosto

E mais essa agora!

Bom, As férias chegaram e já vão indo embora. mas graças ao nosso sistema educacional modelo que sempre valoriza da melhor forma possível seus profissionais teremos mais uma greve nas universidades federais. A coisa já virou palhaçada. Mas fazer o que? Férias forçadas é o que vai ser... Na verdade tem sido bom pra colocar as idéias no lugar e planejar com calma algumas coisas. Tinha uma porção de idéias fervilhando na cabeça e, só agora, pude organizá-las. Acho que não vou realizar quase nenhuma delas mas fi bom parar pra pensar a respeito. Rever os amigos nem tem sido muito possível devido aos desencontros de calendários. Tomara que um dia haja uma grande reunião da panela. Se alguém tiver alguma sugestão de coisa pra fazer me avise. por enquanto é isso aí pessoal.
25 junio

Alerta Vermelho!!! Fim de período...

Galera o bixo agora vai pegar!!!

O fim de período chegou e agora o pau quebra bonito. Juntando isso com o festival de inverno que está por começar os prognósticos são bem desanimadores. Mas eu sou brasileiro e não desisto nunca. Vou até o fim ralando e levando do jeito que dá! E no fim tudo dá certo! Um abraço a todos e torçam para que eu sobreviva!!!

15 junio

Voltando à normalidade!!!

E aí moçada!!!

A vida na última semana foi uma zona. Provas e trabalhod até não querer mais. Semana que vem não tem aulas por causa da semana de estudos então dá pra programar rock pro fim de semana. Secta tem CASACA no CAEM e no sábado o tão esperado beerfest! Tomara que eu sobreviva e no domingo consiga fazer algo de útil. Se aparecer mais alguma coisa me chamem!

um abraço a todos!

31 mayo

Situação atual: OCUPADO

Peço desculpa a todos se não der a devida atenção aos flogs e afins nas próximas duas semanas. Vou estar atarefado até o pescoço com 3 provas na facul, trampo entre outros compromissos. Espero que ninguém deixe de ser meu amigo por causa disso. Um abraço a todos e até a volta! Fui...

29 mayo

Feriado!!!

Alô galera!!!

O feriado está chegando ao fim. Muita gente nem sou be que eu fui pra ipatinga, mas também eu me decidi em ir muito em cima da hora. Agora de volta ao mundo real amanhã é segudna e começa a rotina de novo. Casa agora só em agosto. Férias??? Um dia talvez eu tenha de novo. Um abraço à todos que eu revi e á aqueles que não pude ver também. Fui!!!

28 enero

Estreando o Blog!

Bom, estou aqui postando pela primeira vez no blog do msn. Sei que vão me zuar de ter voltado a editar esta porcaria, mesmo sem ser um lance que eu vou atualizar com freqüência. Hoje é meu último dia do pseudo-recesso de fim de ano. Nunca fiquei tão ocupado durante um período supostamente de descanso. Rolou muita coisa boa e alguns lances chatos mas tá valendo. Dia 1o volta luta. Lá vamos nós a Ouro Preto de novo. Um abraço a todos!!!